Vieira comemora centenário da Semana de Arte Moderna com programação especial
Marco cultural é tema de aulas de História e Arte, decoração de espaços e projeto pedagógico
As comemorações pelo centenário da Semana de Arte Moderna estão também em evidência esta semana no Colégio Antônio Vieira, com aulas especiais de História e Arte, decoração de espaços, postagem de vídeos nas redes sociais, além do lançamento do projeto pedagógico da Feira de Informação e Conhecimento (FIC), que deve se estender por todo o ano, neste caso, especificamente para os estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental (EF).
“FIC na arte de 22” diz o título do projeto que tem como tema central “Os Caminhos do Brasil Pós Semana de 1922 – Sociedade, Arte e Cultura brasileiras”. O projeto visa promover e mediar o conhecimento sobre o que foi a Semana de 22, oportunizando discussões para as inovações e ideias modernistas que romperam com a arte acadêmica.
“Além de ampliar a visão de como a cultura brasileira passa a ser valorizada e divulgada no campo da arte, literatura e linguagem a partir das inovações trazidas por artistas consagrados da época, é um tema atual, pois toda expressão artística traduz a cultura do sujeito e do grupo social a que pertence”, ressalta a equipe pedagógica, que tem como coordenadora da série, a professora Iara Queiroz.

HISTÓRICO
A Semana de Arte Moderna foi uma manifestação artístico-cultural que ocorreu no Theatro Municipal de São Paulo, de 13 a 18 de fevereiro de 1922. O evento, considerado um marco do modernismo brasileiro, reuniu diversas apresentações de dança, música, recital de poesias, exposição de pinturas e esculturas, além de palestras.
Os artistas envolvidos propunham uma nova visão de arte brasileira, a partir de uma estética inspirada nas vanguardas europeias. Juntos, eles visavam uma renovação social e artística no país, inspirando também novas gerações. O movimento tem entre seus líderes Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, além de Tarsila do Amaral (esposa de Oswald) que só não participou da Semana porque estava em viagem a Paris. Ela, entretanto, também se tornou uma expressão do então já instaurado modernismo brasileiro, com a icônica obra Abaporu, de 1928.

Fotos: Secop (reprodução) e Secom/CAV
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