Setembro de caruru, acarajé e abará no paladar e nas aprendizagens de crianças do Vieira
Projeto interdisciplinar "Salvador: território africano" trouxe uma baiana típica para palestra interativa com alunos do 3º ano EF
Setembro, que na cultura regional é o mês do caruru de São Cosme e Damião, também foi o mês de ampliar as aprendizagens sobre as influências da cultura africana na gastronomia e identidade cultural de capital baiana, como parte das ações do projeto interdisciplinar “Salvador: território africano” – ação desenvolvida no Colégio Antônio Vieira para crianças do 3º ano do Ensino Fundamental (EF). Para tratar o tema com muita ludicidade, uma baiana típica, daquelas de tabuleiro mesmo, foi convidada para dar uma palestra especial, realizada no último dia 26.

A baiana Maristela Carvalho falou sobre a origem de iguarias, como o caruru, o vatapá e o acarajé, ressaltando como os pratos que vieram com os povos escravizados também acabaram ganhando novos sabores na Bahia, culminando na hoje chamada culinária afro-baiana, incrementada por ingredientes como coco, quiabo, azeite de dendê e feijões. No estado, até mesmo os ingredientes africanos foram misturados em pratos de origem portuguesa, gerando novos pratos bem típicos, como a famosa “moqueca baiana”.
TEMPERO BAIANO

Sobre o acarajé, prato mais requisitado do tabuleiro da baiana, as crianças aprenderam também a origem da palavra: na África, deriva de akara (bola de fogo) e jê (comer). Juntando as duas palavras quer dizer “comer bola de fogo”, numa referência à fritura no azeite. A iguaria é feita de uma bolinha de massa de feijão fradinho, cebola, sal e outros temperos, frita no azeite de dendê. Pode ser simples ou com recheio. A combinação mais usada é a recheada com vatapá, também de origem africana, especificamente dos povos iorubás, que trouxeram a receita para o Brasil, chamada de “ehba-tápa”. Na Bahia, o vatapá foi adaptado com ingredientes locais, como o azeite de dendê, a castanha de caju, o amendoim e o leite de coco, tornando-se um prato emblemático da culinária baiana. O caruru, aquele mesmo feito com quiabos e dos pratos de São Cosme e Damião, também é opção de recheio no acarajé. Sim, o quiabo também veio da África!
O melhor é que a palestra de Maristela não ficou só na teoria não. As crianças puderam conferir o acarajé e também o abará, bolinho cozido. E, claro, que tudo ficou ainda mais gostoso, com os alunos do 3º ano EF sabendo agora sobre a culinária baiana na ponta da língua. Veja no vídeo um pouco de como foi a ação do projeto que envolve toda a equipe pedagógica, coordenada pela professora Andréa Oliveira.
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Imagens: Secom/CAV
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