Cidades Conectadas: crianças investigam realidades locais e caminhos para transformação
Projeto prevê conhecimento básico sobre lugar onde vivem e troca de saberes entre estudantes de unidades da RJE
Como é a cidade onde vivemos? Quais são os desafios presentes no cotidiano de seus habitantes? O que fazer para torná-la um lugar cada vez melhor para todos? Essas são algumas das perguntas que passaram a mobilizar crianças do 3º ano do Ensino Fundamental no projeto Cidades Conectadas, iniciativa que reúne turmas de diferentes colégios de Salvador (Antônio Vieira), São Paulo (São Luís), Porto Alegre (Anchieta), Rio de Janeiro (Santo Inácio) e Nova Friburgo/RJ (Anchieta-RJ), unidades integrantes da Rede Jesuíta de Educação Básica (RJE).
A proposta parte do olhar das próprias crianças, da faixa etária de 8 e 9 anos, para compreender a cidade como espaço de vida, convivência e transformação. A partir de suas vivências, os estudantes são convidados a observar e investigar questões presentes em seu entorno, que podem envolver temas como mobilidade urbana, áreas verdes, moradia, meio ambiente, saúde e educação, sempre como muita leveza e ludicidade. O projeto conta com o apoio das famílias que até levaram as crianças para conhecer espaços diversos de suas cidades, contribuindo para os estudos em sala.

DESENVOLVENDO O PENSAMENTO CRÍTICO
Mais do que apenas visitar espaços, o projeto estimula os alunos a pensarem sobre possíveis soluções para questões urbanas enfrentadas. Com a mediação das professoras, eles debatem suas percepções, exercitam a escuta e constroem coletivamente ideias para os desafios encontrados. “Assim, o aprendizado ultrapassa os conteúdos escolares e favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, da empatia, do respeito às diferentes realidades e da participação social desde os anos iniciais”, ressalta a equipe pedagógica do Colégio Santo Inácio(RJ), idealizador do projeto com adesão de outras unidades da RJE.
Um dos momentos da experiência é a produção de vídeos em que as crianças apresentam um pouco suas cidades e alertam para algumas questões que exigem atenção de todos. Os vídeos produzidos serão compartilhados entre as escolas participantes para as discussões que se seguirão. Veja o vídeo das turminhas do Vieira!
TROCA DE PERCEPÇÕES E SABERES
A troca entre as turmas deve ganhar ainda mais força no encontro virtual previsto para a etapa final do projeto, iniciado em março e que segue até outubro. Depois de conhecerem as diferentes realidades apresentadas nos vídeos, os estudantes elaborarão perguntas, comentários e reflexões que servirão de ponto de partida para o diálogo com crianças de outras instituições. Será uma oportunidade de descobrir diferentes formas de viver e perceber as cidades, ampliando repertórios e aproximando estudantes por meio do conhecimento e da colaboração.

Ao propor que as crianças observem o lugar onde vivem, questionem a realidade e pensem coletivamente em possibilidades de transformação, o Cidades Conectadas fortalece uma aprendizagem comprometida com a cidadania. A iniciativa também dialoga com a Educação para a Cidadania Global e com os princípios da Rede Jesuíta de Educação, especialmente ao incentivar a empatia, a colaboração, a participação social e o Cuidado com a Casa Comum, conectando escolas, cidades e crianças em formação integral pela construção de um mundo mais justo, colaborativo e cuidadoso com todos.
Imagens: arquivo pessoal e Secom/CAV
Leia também
-
22.09.26
É PRIMAVERA – Orquídeas exuberantes dão boas-vindas à comunidade escolar no Bosque do Vieirão
Beleza da nova estação pode ser contemplada por estudantes, colaboradores e visitantes do colégio
-
21.09.26
Salvador passa a contar com uma Comissão de Saúde Mental nas Escolas, presidida pelo diretor do Vieira
Grupo faz parte de uma rede nacional que busca promover boas práticas nas instituições educativas
- 21.09.26 ARTIGO – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Confira textos com reflexões e alertas, por Luca Andrade
-
18.09.26
EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Estudantes e colaboradores do Vieira participam de oficina de Libras
Noções básicas da Língua Brasileira de Sinais foram compartilhadas pela facilitadora Elaine Cristina Oliveira