ARTIGO – A negligência ambiental na sociedade brasileira, por Clara Mota
Nesta Semana Verde – que mobiliza o Colégio Antônio Vieira com uma série de ações protagonizadas pelos estudantes por meio do Núcleo Ambiental do Vieira (NAV) em parceria com as coordenações pedagógicas –, a aluna Clara Mota alerta a comunidade escolar para o descaso com algumas evidências que mostram a urgência da preservação ambiental para o Planeta. O artigo da estudante foi publicado na edição número 2 da Revista de Incentivo ao Conhecimento (RIC), uma iniciativa do Núcleo Acadêmico de Incentivo ao Conhecimento (Naic), do qual Clara é integrante. Confira!
A negligência ambiental na sociedade brasileira
Por Clara Mota, estudante da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Antônio Vieira
A negligência ambiental é muito presente na sociedade contemporânea. Ela se baseia na “falha em cumprir devidamente as obrigações legais ou éticas de preservação ambiental”. Essa falha de ética pôde ser evidenciada em 2021, quando um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) previu um acréscimo de 1,5ºC na temperatura média do planeta, e ninguém deu a atenção devida. Dito e feito, o planeta Terra se encontra em estado de ebulição global e, em 2024, a Nasa previu que daqui a 50 anos o Brasil pode vir a ser um país inabitável. Portanto, ao se ignorar os avisos, além de falhar como sociedade, revela-se um egoísmo, enquanto indivíduo, por não pensar no futuro do nosso planeta.

Diversas tragédias socioambientais ocorrem em nossa nação e no resto do mundo. Podemos trazer em pauta o caso do Rio Grande do Sul, onde as enchentes afetaram a vida de diversas pessoas, inclusive com muitas mortes. Registros revelam que um temporal, em 1967, na Serra das Araras, Piraí (RJ), causou 1.700 mortes. As enchentes provocaram deslizamentos, levando carros, ônibus e caminhões, destruindo tudo, porém, somente após 57 anos, anunciaram o início da construção da nova subida da Serra.
Esses e outros casos indicam que as tragédias não são atuais e, sim, que, há anos, a Terra vem sendo prejudicada pela espécie humana. Apesar disso, elas vêm sendo desconsideradas, evidenciando a negligência ambiental da população.
DESCASO
Outra consequência da negligência ambiental, já notada há anos, é a propagação da leptospirose, doença bacteriana causada pela falta de saneamento básico. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), foram confirmados no Brasil 41.602 casos de leptospirose no período de 2009 a 2019; 3.583 óbitos e a letalidade aumentou, assim, 8,6% com incidência acumulada de 19,8 por 100 mil habitantes no país. Desse modo, são necessárias discussões acerca do tema e um reforço do saneamento básico, para além de favorecer o ambiente, não levar a vida de mais pessoas.

Outro fato preocupante é a prática do desflorestamento, um dos maiores problemas ambientais do Brasil, pois impacta a biodiversidade de todo o globo terrestre. Desde 1970, a Amazônia brasileira perdeu uma área florestal maior que o tamanho da França de acordo com o Greenpeace. Tudo isso por conta do desmatamento causado pelo homem. Questões, portanto, que se fazem urgentes para além das discussões, pois exigem novas posturas e ações práticas pelos governos e por cada um dos indivíduos na sociedade.
Fotos: Secom/CAV e shutterstock/Repam
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