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05.06.26

ARTIGO – ‘Preservação ambiental e consciência coletiva’, por Alice Lelis   

Estudante, que integra o Núcleo Ambiental do Vieira, defende ações coletivas em prol da preservação dos ecossistemas ambientais

ARTIGO – ‘Preservação ambiental e consciência coletiva’, por Alice Lelis    

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E CONSCIÊNCIA COLETIVA

Por Alice Lelis, estudante do Ensino Médio e diretora do Núcleo Ambiental do Vieira  

Diante da situação emergencial do planeta provocada pelo consumo excessivo, é fundamental desenvolvermos a responsabilidade ambiental desde muito cedo. Protagonizado por jovens do Ensino Médio, o Núcleo Ambiental do Colégio Antônio Vieira (NAV) tem buscado cada vez mais envolver estudantes do Ensino Fundamental nas atividades de conscientização. A ideia é provocar a reflexão sobre o uso, por exemplo, da água e do solo, de forma desordenada, desequilibrada e predatória.

Ao longo do Ensino Fundamental, principalmente quando a gente é criança, fala-se muito que a culpa de tudo é da pessoa, de forma individualizada, e que todas as questões ambientais se resolvem apenas reciclando o lixo ou gastando menos água para tomar banho, para lavar roupa etc. Pouco é falado sobre danos coletivos, sobre as pessoas aceitarem ou não, por exemplo, que indústrias estrangeiras tomem a água delas, poluam o solo que é nosso ou que grandes empresas tomem os elementos essenciais para a vida das pessoas.

Em uma das ações do NAV, apresentamos o episódio de um documentário sobre uma indústria de alimentos que atua no mundo inteiro e que passa por cima da saúde das pessoas, daquilo que elas precisam para viver, gerando também um desequilíbrio muito grande nos ecossistemas do planeta. Isso ocorre quando uma empresa, quando uma indústria, chega em determinado lugar, que tem a sua economia, seu ecossistema, suas espécies ambientais, a cultura das pessoas, e essa indústria simplesmente se apropria desses recursos, fazendo com que o lugar inteiro, a comunidade inteira, seja impactado e sofra com isso. O mundo, assim, é impactado por um desequilíbrio que vai ficando cada vez mais generalizado e, muitas vezes, isso continua acontecendo porque as pessoas não têm consciência.

É só um exemplo do quanto é importante provocar desde cedo nas pessoas uma cultura de ter consciência do coletivo, de que o solo não é infinito, a água não é infinita, entre outros elementos, por mais renováveis que sejam, como se fosse um “poço infinito” de alimentar a terra – até que este acabe. A gente precisa, portanto, garantir que tudo vai estar aqui para os nossos filhos, para os nossos netos e para todas as outras pessoas.

Foto: Secom/CAV

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