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05.11.26

Comitê Étnico-Racial do Vieira faz formação sobre história da gastronomia afro-brasileira

Influência cultural e importância econômica foram apresentadas durante oficina de preparação do abará

Comitê Étnico-Racial do Vieira faz formação sobre história da gastronomia afro-brasileira

Com o objetivo de valorizar a ancestralidade, preservar a memória e reconhecer a riqueza dos saberes e sabores que compõem a história da cultura afro-brasileira, o Comitê para Educação Étnico-Racial do Colégio Antônio Vieira promoveu, na última sexta-feira (30), uma formação especial para integrantes e colaboradores em geral sobre as influências africanas na culinária baiana e brasileira. Na oportunidade, foi possível aprender como se faz uma das mais tradicionais iguarias afro-brasileiras: o abará, trazido ao Brasil pelos povos escravizados, ainda no período colonial sendo, posteriormente, adaptado aos saberes e iguarias disponíveis no solo baiano.  

Sob a condução do coordenador do Comitê, o professor de História Jacson Paim, foi possível conhecer não apenas a receita, mas a história do abará, em uma verdadeira aula realizada no Refeitório do Vieirão. O diretor-geral e o diretor acadêmico do Vieira, professores Sérgio Silveira e Anderson Rafael, que também integram o Comitê, participaram do momento especial, que ainda contou com a participação de Dona Maria das Graças, mãe do professor Luís Gois. Eles falaram sobre tradições passadas por gerações de famílias negras. A professora Ana Rita Santana falou sobre outra iguaria do tabuleiro da baiana: a cocada.

No caso do abará, o nome vem do iorubá e faz referência a um tipo de bolo ou massa cozida. Assim como o acarajé, a base leva feijão-fradinho triturado, cebola, camarão seco, azeite de dendê, sal e gengibre. No entanto, em vez de ser frito em imersão de dendê, o abará é embrulhado em folhas de bananeira previamente aquecidas para ganhar flexibilidade e cozido no vapor ou banho-maria. Já a cocada não veio originalmente da África, mas foi criada por mulheres escravizadas de origem africana nos antigos engenhos de açúcar do Brasil Colônia.

Veja no vídeo um pouco de como foi esse momento especial!

SIMBOLISMO E ECONOMIA

Na Bahia, as iguarias ganharam importância econômica e turística como produto das “baianas de acarajé”, desde os tempos em que as mulheres pretas que conquistavam a liberdade passaram a vender os quitutes, contribuindo para a subsistência e resistência da cultura, conquistando o gosto popular, mesmo em meio a preconceitos. “Mais do que aprender o modo de preparo, a oficina teve como principal mote conhecer a história desses alimentos e promover a reflexão sobre a importância da população negra para a formação cultural e gastronômica do nosso país”, concluiu o professor Jacson Paim.   

Veja mais fotos!

Imagens: Secom/CAV    

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