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Jesuítas celebram 470 anos de história em Salvador com missa na Catedral Basílica

Presidida pelo Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, a celebração será realizada no dia 30 de março, às 9h

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Jesuítas celebram 470 anos de história em Salvador com missa na Catedral Basílica

Uma curiosidade histórica faz parte das comemorações do aniversário de Salvador: essa mesma data também representa a chegada dos primeiros jesuítas às Américas. Seis religiosos vieram de Portugal, em uma viagem que durou 56 dias, e desembarcaram com Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil, no dia 29 de março de 1549. Para celebrar os 470 anos da presença da Companhia de Jesus no nosso país, os jesuítas e seus colaboradores vão realizar uma Missa em Ação de Graças, que ocorrerá na Catedral Basílica de Salvador (Terreiro de Jesus), no dia 30 de março (sábado), às 9h. Após a celebração, conduzida pelo arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, será realizado um concerto com a Camerata Esperanto.

 

OS JESUÍTAS NA BAHIA (Pesquisa realizada pelo historiador Carlos Bahia)

Quando Tomé de Sousa desembarcou no Porto da Barra, em 29 de março de 1549, para fundar a primeira capital da América Portuguesa, veio acompanhado dos seis primeiros membros da Companhia de Jesus: os padres Manuel da Nóbrega (Superior do grupo), Leonardo Nunes, Antônio Pires, João de Azpilcueta, além dos irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jácome. O grupo formava a comitiva de religiosos encarregados de trazer a palavra de Cristo à nova terra. Era o marco inicial de uma trajetória de 210 anos de atuação no Brasil Colônia.

Hoje, anos depois da chegada de Tomé de Sousa, Salvador ainda guarda em suas ruas e ladeiras, casarões e igrejas uma rica história a ser contada. Inegavelmente, ela cresceu com a marca da presença dos jesuítas. É buscando entender essa presença ativa na vida social e religiosa de nossa cidade que fazemos esse roteiro cultural (clique aqui para acessar a versão ilustrada em PDF).

 

IGREJA DO COLÉGIO DA COMPANHIA DE JESUS (ATUAL CATEDRAL BASÍLICA DE SALVADOR)

Construída entre 1657 a 1672, funciona atualmente como a Catedral Basílica do Salvador. Possui fachada no estilo maneirista em pedra lioz vinda já lavrada de Portugal. No interior, encontramos a ornamentação barroca da capela-mor. O forro da nave possui no centro, dependurado, um singularíssimo emblema da Companhia de Jesus: o IHS, que são as três primeiras letras do nome de Jesus em grego. Há também dois magníficos altares nas extremidades do transepto, o de Santo Inácio de Loyola e o de São Francisco Xavier, em estilo barroco-rococó, com elementos orientais da China e Japão (1745). Realçam o valor e a beleza da catedral as numerosas pinturas, sobretudo as da sacristia e da capela-mor (séc. XVII). No forro da biblioteca do colégio, situada acima da sacristia, é possível ver a primeira tentativa, em Salvador, de perspectiva arquitetônica vertical.

 

CASA DE ORAÇÃO DOS JESUITAS (ATUAL CAIXA CULTURAL)

Construída em 1675, a casa localizada em Salvador, na Bahia, foi doada aos jesuítas em 1757 por um benfeitor anônimo “para dirigirem os Exercícios de Santo Inácio a todos os católicos que os quisessem”. O local foi adaptado para esse fim com claustro, aposentos separados, repartições indispensáveis, elegante capela e biblioteca. Residia nela uma pequena comunidade. Depois da expulsão dos jesuítas, a casa foi transformada em residência, habitação coletiva, pensão familiar, sede do Diário de Notícias e Rádio Sociedade. Restaurado em 1999, atualmente funciona o Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal.

 

QUINTA DO TANQUE DOS PADRES (ATUAL ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIA)

Atualmente abriga o Arquivo Público da Bahia. Foi fundada por Cristóvão de Gouveia (séc. XVI) para ser casa de campo do Colégio da Bahia, especialmente dos Escolásticos. Possuía capela, refeitório, corredor, pátio, vasto terreno adjacente e um grande tanque com abundância de peixes. Era o local de aclimatação de plantas exóticas, como a canela do Ceilão, a pimenta do Malabar e o cacau proveniente do Maranhão. Em torno dela surgiu uma povoação de homens livres de modestos ofícios, operários, artífices e escravos. No século XVII, o padre Antônio Vieira viveu no local, época em que revisou os Sermões, redigiu a Clavis Prophetarum e cartas.

 

COLÉGIO ANTÔNIO VIEIRA

Fundado em 1911 na Rua do Sodré, nº 42, atual Colégio Estadual Ypiranga, com apenas sete alunos. A passagem nesse casarão foi transitória, pois o ano letivo de 1913 ocorreu na Rua Coqueiros da Piedade, nº 7. A crescente busca dos serviços educacionais fez os jesuítas, em 1926, comprarem o terreno na Fazenda Garcia. O projeto e a construção do novo edifício ficaram sob a responsabilidade da Empresa Emílio Odebrecht, coordenado pelos padres Antônio Oliveira Pinto e Luís Gonzaga Cabral. O evento de lançamento da pedra fundamental ocorreu no dia 31 de julho de 1930 pelo arcebispo D. Augusto Álvaro da Silva. Em 1933, o prédio na Fazenda Garcia estava apto para receber a comunidade vieirense. Era o começo de uma nova fase para os jesuítas no Brasil.

 

NOVICIADO DA ANUNCIADA DA JEQUITAIA (ATUAL CASA PIA E COLÉGIOS DOS ORFÃOS DO BEATO JOAQUIM FRANCISCO)

Situado na cidade de Salvador, na Bahia, teve a sua fundação no ano de 1704 em um terreno doado pelo bandeirante Domingos Afonso Sertão, desbravador do Piauí, que, posteriormente, também deixou generosa doação testamentária. O projeto do Ir. Charles Bellaville teve sua pedra fundamental em 1709 e foi inaugurado em 1728, ano em que o Noviciado saiu do Colégio à nova sede, funcionando como 1ª e 3ª Provações mais de 30 anos (etapas da formação dos jesuítas). Edificação imponente na Cidade Baixa, ainda possui seu projeto original: capela-mor, corredores e claustro. Após a expulsão dos jesuítas, o edifício tem abrigado a Casa Pia e Colégio de Órfãos do beato Joaquim Francisco.  

 

SEMINÁRIO DE BELÉM DE CACHOEIRA

O Seminário de Belém foi fundado em Cachoeira, na Bahia, por Alexandre de Gusmão (1686) para educar meninos nos bons costumes cristãos. Possuía duas salas de aula, refeitório, pátio avarandado, além de um espaço para a comunidade religiosa e hóspedes. O complexo abrigava a Igreja de Nossa Senhora de Belém (1586) construída com nave única, torre piramidal revestida de azulejos e louças de Macau, capela-mor abobadada, dois púlpitos com decoração de tartaruga e coro com grade torneada e duas colunas. O forro da sacristia foi pintado pelo francês, Ir. Charles Belleville, vindo da China. Após a expulsão dos jesuítas, o edifício ficou em ruínas, restando somente a igreja.

 

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA ESCADA

Fundada no século XVI, ela foi doada aos jesuítas em 1572. Está localizada em Escada, subúrbio ferroviário de Salvador, numa colina com vista para a Baía de Todos os Santos. A igreja possui alpendre, nave, capela-mor, sacristia ao lado esquerdo, púlpito com bacia monolítica e a sineira justaposta à direita da fachada, que tem seu acesso por escadarias externas, a exemplo de várias capelas rurais da época. O padre José de Anchieta esteve presente aí, em 1566, para recuperar sua saúde. O nome Escada indica a escadaria do templo de Jerusalém pela qual a menina Maria, segundo a tradição, subiu para servir e ser educada.

 

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA AJUDA

Fundada por Tomé de Sousa em 1549, ela tem sua importância por ser a primeira igreja jesuítica no Brasil e a primeira catedral. A igreja guarda no altar-mor a imagem de Nossa Senhora da Ajuda que veio na nau Ajuda da frota de Tomé de Sousa. A sacristia possui uma via sacra em placas de madeira embutidas que constituem pinturas de alto valor artístico, com fundo de ouro, possivelmente de procedência flamenga do início do século XVI. Nela também se conserva um sino trazido pelo primeiro bispo do Brasil, D. Pero Fernandes Sardinha, e o púlpito no qual o padre Antônio Vieira declamou o Sermão pelo bom sucesso das Armas de Portugal contra as da Holanda (1640), famosa obra-prima da oratória sacra.

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