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15h40

Abertura oficial da causa de beatificação do Padre Arrupe

Saiba mais sobre a vida do jesuíta que foi Superior Geral da Companhia de Jesus por mais de 30 anos

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Abertura oficial da causa de beatificação do Padre Arrupe

Nesta terça-feira (05/02) foi realizada a sessão de abertura para o início do inquérito diocesano sobre a vida, as virtudes heróicas e a fama de santidade do Servo de Deus, Pedro Arrupe Gondra, jesuíta, Superior-Geral da Companhia de Jesus. A cerimônia aconteceu na Sala da Conciliação constituída para o Tribunal no Palácio Apostólico Lateranense. Contou com a presença do postulador padre Pascual Cebollada, jesuíta e o rito será presidido pelo cardeal vigário Angelo De Donatis. Estiveram presentes o Delegado Episcopal Dom Slawomir Oder; o Promotor de Justiça Dom Giuseppe D’Alonzo; o notário Marcello Terramani e o notário adjunto Francesco Allegrini.

Missionário no Japão

Pe. Arrupe nasceu em Bilbao, na Espanha em 14 de novembro de 1907. Estudava Medicina em Madri, quando amadureceu a decisão de se tornar jesuíta. Entrou para o noviciado em 1927 e no final da formação foi enviado ao Japão como missionário. Tornou-se mestre dos novícios e estava em Hiroshima quando foi lançada a bomba atômica sobre a cidade, no dia 6 de agosto de 1945. Para ajudar a população transformou o noviciado em um hospital de campo, e graças à sua formação médica ajudou muitos feridos. Essa experiência marcou-o profundamente.

Dedicação aos últimos

Em 1965 foi eleito Superior Geral da Companhia de Jesus, acompanhando a ordem dos jesuítas rumo à grande transformação que representa o Concílio Vaticano II: o grande esforço de renovação que a Igreja enfrenta se reflete também na vida e nas obras dos jesuítas, que se perguntam o que o Senhor espera deles naquele momento de tantas mudanças.

A questão sempre presente no seu coração foi a atenção aos últimos: foi sob a sua direção que a Companhia reinterpreta a sua missão como serviço da fé e promoção da justiça. De maneira particular, Padre Arrupe dedica-se aos refugiados, pedindo para toda a Companhia que responda a esse desafio. Foi graças a ele que hoje o JRS (Jesuit Refugees Service) é ativo em muitas regiões do mundo, entre as quais a Itália através do Centro Astalli.

 No verão de 1981 Padre Arrupe sofreu um enfarte que o deixou paralisado e mudo. Deixou seu encargo, e faleceu em 1991, vivendo todo este tempo da doença rezando pela Companhia que tinha guiado por mais de trinta anos.

 

Fonte: Vatican News

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